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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Esperança

Ontem acabei a minha revisão e agora estou livre, como qualquer ser normal, por 6 meses. Estava tudo bem: as analises, a mamografia, a ecografia mamária e a ecografia vaginal. Tudo confirmado pela minha querida Senologista que está sempre no meu coração.

Mestruação

Em Dezembro fui à oncologista e queixei-me dos seguintes sintomas:
- suor amarelo quando transpiro
- dores de ossos (mas estava tudo bem com a cintigrafia)

E então ela disse que todos os sintomas de que me queixei eram apenas de uma coisa: do facto de não ter periodo. 

"E então o periodo não vem por causa dos comprimidos Tamoxifeno?", perguntei
"Não, o periodo não vem devido à quimioterapia que levou." - informou-me.

"E como é que sabemos se ele vai aparecer? " 
"Não sabemos. É esperar."

E lá me passou também umas analises para ver se eu não estava em menopausa precoce.

Não pensei mais no assunto. Ponho agora sempre tudo nas mãos de Deus.

E vem o Janeiro e aparece-me o periodo. E vem o Fevereiro e aparece-me o periodo certinho. 
Ai uma pessoa já não tá habituada a tanto sangue!!! LOL Nem aos preços dos pensos do periodo que não usei durante dois anos!!! Poupei uma pipa de dinheiro enquanto ele não veio!

E então está confirmadissimo que não estou em menopausa precoce.


Futura Gravidez

Na consulta com a senologista, a ultima coisa de que eu ia falar era da possibilidade de voltar a engravidar. Já sabia a opinião dela que era "Claudia, esqueça lá isso, o seu tumor era hormonal."

Mas ontem, um milagre aconteceu e oiço ela dizer-me, sem eu dizer nada: "Se a Claudia quiser engravidar daqui a 3 anos tem o meu apoio."

E eu fiquei tipo: WOW, um milagre, um aumentar da esperança (porque a esperança sempre esteve cá e nunca parei de fazer afirmações positivas mesmo quando ela me dizia que não podia acontecer).

Ela diz que não existem muitas mulheres que tivessem cancro hormonal e que depois tivessem filhos, nao há muitos estudos e estatisticas. Mas parece que as poucas que estão a arriscar ter, está a correr tudo maravilhosamente bem, tanto para elas como para o bébé.

Portanto já estão a imaginar o meu sorriso e a alegria que se instalou ontem no meu coração. E espero que também seja uma mensagem de esperança para todas voçês que seguem o meu blog e que como eu têm a alma cheinha de esperança.

Beijinhos Grandes e sempre com o pensamento positivo
Claudia

Ps. Deixo-vos com uma foto minha neste Carnaval. Conseguiram-me colocar numa discoteca mascarada de Capuchinho vermelho!
O problema de estarmos num sitio com tanta gente é que temos sempre o olho no braço sem ganglios com receio de que alguém nos dê um valente encontrão. Mas superei esse receio e diverti-me bastante. :)





segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Emagrecer é possivel

Este é um post de esperança para todas as mulheres que depois de terem passado pelo cancro, por tratamentos que nos colocam em cima quilos e quilos, que nos fazem inchar, que nos fazem olhar para o espelho e não perceber onde foi o nosso antigo reflexo. Este é um post para essas mulheres corajosas e lutadoras.

Quantas vezes me olhei no espelho e não me vi? Tantas, tantas. Quantas vezes evitava olhar-me no espelho com saudades do que era? Muitas.

Com os quase dois anos de tratamento (quimioterapia + herceptin) engordei cerca de 15 quilos. Os primeiros 5 foram fáceis, mas os restantes estavam teimosos (ou seria eu que me queria ver livre deles rapidamente?). 

Dizem que com o tamoxifeno é difícil emagrecer. Dizem que o facto de não ter período também não ajuda.

Mas aqui vem a minha mensagem de esperança para todas as mulheres, que como eu, têm de tomar os comprimidos: É possível emagrecer. 

Os quilos a mais foram-se e agora sou eu! Novamente eu! Olho no espelho e já me reconheço.

Como foi possível? Muitas, muitas caminhadas e contenção na comida. Isto foi o que resultou comigo, mas todas somos diferentes. Tentem descobrir o método que funciona com vocês. E acreditem que é possível! Sim, é mesmo possível! :)
Ps. Sabem aquelas dores que tínhamos nas articulações dos pés quando nos levantávamos no sofá e que nos faziam sentir como umas velhas? Com a perda de peso também se foram! Tudo melhora a cada dia.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Atestado de Incapacidade e Consulta de Senologia

Olá a todos,

Este mês é mês de revisão e consequentemente médicos e exames. 

Hoje fui à Senologista.

Está tudo bem. Ela não gosta muito das cicatrizes, mas o peito direito está muito bom e muito semelhante ao esquerdo. Eu também acho. E, com um soutien normal, ninguém adivinha aquilo que o meu corpo passou.

Eu: "Quando é que o catéter sai?"
Ela: "Deixe-o estar que ele está bem e não incomoda ninguém"

(quer dizer... incomodar muito não incomoda, mas não gosto nada de ser picada de 2 em 2 meses para lhe fazer a limpeza. Apesar de eu adorar a minha enfermeira Madalena que me pica 5 estrelas! - como hoje)

Ela disse que o quisto dos ovários estava grande. Tem neste momento 53 mm. Mas eu relembrei-lhe que em Março a ecografia mostrava um quisto maior (59 mm). Portanto está grande, mas diminuiu e um deles desapareceu! (fiz reiki 4 dias seguidos com essa intenção logo após o exame de Março)

Acabei por confessar que ultimamente me esquecia muito de tomar o tamoxifeno, devido ao stress, e ela olhou para mim com ar reprovador e disse: "Claudia, isso é para ser tomado certinho. O seu tipo de tumor era um dos piores que existe. Não facilite, não facilite."

Ela não fez referencia às analises de sangue, mas os marcadores tumorais estavam todos dentro dos valores e isso é o principal.

Acabei por dizer que tinha deixado de comer carne, ao qual ela, me surpreendeu com a seguinte resposta: "Acho muito bem, não deveríamos comer coisas mortas. O peixe também é morto." E assim, calculei que ela se tinha tornado vegetariana. Eu vou continuar a comer peixinho... é uma coisa de cada vez. E estou a pensar em tirar umas aulas de macrobiótica para aprender mais coisas.

 Acho que nós, doentes oncológicos, apesar de podermos comer de tudo, vamos tendo mais atenção com a nossa alimentação e com o nosso estilo de vida. Pelo menos foi isso que aconteceu comigo e com algumas amigas. 

Para a semana consulta de oncologia, mas como hoje já fui apalpada, agora estou muito mais descansada! :)


Atestado de Incapacidade de 60%
No dia de 3 de Agosto fui chamada para ir à Junta Médica e obter o atestado de incapacidade de 60%, por cinco anos (começa a contar a partir da data da biopsia ao peito - quando o que nos é tirado na cirurgia vai para análise, pelo menos foi o que eu compreendi).

Custo de se obter o papelinho: 50 euros

Os senhores da junta foram muito simpáticos e fizeram questão de me explicar quais os benefícios do meu novo papelinho. Referiram estes:

* Isenção das taxas moderadoras - agora tenho de ir com o papel ao centro de saúde para que isso fique no sistema.

* IRS - ganha-se mais IRS e como ainda nao passaram 120 desde a liquidação do IRS 2011 ainda posso modificá-lo (embora para modificar o IRS se pague 50 euros, por isso tem de se fazer a simulação online e ver se compensa modificar ou não). Entretanto já fui com o papelinho às finanças e eles actualizaram no sistema (algo que é necessário fazer sempre).

* Empréstimo à habituação - É possível baixar o empréstimo à habituação pois a taxa que é mexida não é o spread, é uma taxa do banco de Portugal que também oscila. Com este papel ficamos, pelos anos do papel, com a taxa mais baixa, o que faz baixar a renda. O que me disseram no banco é que isto só pode ser aplicado a empréstimos inferiores a 130.000 euros (se nao me engano... esta minha memoria...) e menos de 30 anos de empréstimo (os anos contam a partir de agora)

* Contas a prazo com mais de 7.000 euros - também se recebe mais de juros, mas esta informação ainda não confirmei.

* Isenção do selo do carro


A continuação de um ótimo Verão a todas as pessoas que seguem o meu blog. Gosto especialmente de saber em como os meus posts antigos ajudam quem começa agora uma luta, pois foi com a intenção de ajudar quem precisa, e que tinha duvidas como eu tinha no inicio, que criei este blog onde mostro este pedacinho da minha vida.

Beijinhos do coração para todas as pessoas que me acompanham. E vivam um dia de cada vez com alegria, pois é uma grande bênção estarmos aqui.

sábado, 21 de julho de 2012

Que posso dizer?


O que posso dizer quando a minha vida dá tantas voltas que eu não consigo controlar? A minha vida tinha um plano, uma estrada, mas desde o inicio desde blog que não controlo a direcção em que sigo. Escolho acreditar que alguém me guia e sabe exactamente o que está a ser feito na minha vida, porque eu não faço a mínima ideia onde estarei ou o que estarei a fazer ou quem estarei amanhã.

Quem acompanha este blog há muito tempo, sabe que o meu marido foi o meu pilar durante os tratamentos. Começámos 2010 com uma gravidez que deu em aborto retido e depois em Junho fui diagnosticada com o cancro. Ele esteve sempre lá, em todas as consultas, em todos os tratamentos, em todos os momentos em que eu precisei, nos 2 anos de tratamento. Deu-me as injecções das defesas na barriga (que só este ano me confessou que foi uma das coisas mais difíceis que teve de fazer), brincava com as enfermeiras da salas de tratamento trazendo o bom humor e o optimismo, recusou-se a deixar o hospital sem que visse que eu estava bem depois da operação, sempre fez tudo por mim, sempre alegre, sempre bem disposto. Mas interiormente algo se quebrou nele, que eu, concentrada na minha cura não me apercebi. Só depois de finalizar o herceptin, aos poucos, me fui apercebendo.

Muito resumido, o amor que ele tinha por mim, o amor de marido, de amante, desapareceu. Os psicólogos dizem que ele quis tanto cuidar de mim, quis tanto que eu estivesse bem, que se anulou a ele próprio e substituiu o amor que me tinha por um amor de pai, que é o amor de quem cuida. Nunca pensei que isso pudesse acontecer. Ele ama-me, mas não se sente atraído por mim, nem tem paixão por mim.

È certo que ouvimos dizer que o cancro "mata" muitos relacionamentos, mas isso acontece mais na fase dos tratamentos. No meu caso, o meu relacionamento com o meu marido era muito saudável, raramente tínhamos discussões, raramente discordavamos das coisas, temos muita coisa em comum. Mas quando contamos às pessoas o que nos aconteceu elas não estranham, acham normal depois de tudo aquilo por que passámos.

Eu não acho normal. E esta era a última coisa que eu esperava que me acontecesse.

Assim, de um casamento de 4 anos e 11 anos juntos, apenas ficou uma grande amizade e já não vivemos na mesma casa.

A Lição: Nunca, mas nunca mais vou deixar um marido ou namorado meu cuidar de mim quando ficar doente, nem que seja uma constipação, (acho que acabei de ficar traumatizada). Penso no ditado "Quem ama, cuida"... bem, no meu caso foi levado demasiado à letra...

Como me sinto?
Eu choro. Basicamente isso é o que acontece comigo pelo menos uma vez por dia. Chorar faz bem, liberta-nos a alma, a tensão do corpo e eu quero continuar a preservar o estado de saúde pleno do meu corpo.

Mas como andava um pouco cansada desta tempestade emocional resolvi "fugir" uma semana para a Republica Dominicana com a minha irmã. O mar e o sol ajudaram-me a sentir melhor. Fiquei muito feliz por constatar que o meu braço (o que não tem gânglios) se portou muito bem com o calor e com o mar. Claro que tive muito cuidado com ele e com o peito, sempre protector 50 e saía da àgua e ia directamente para a sombra. De qualquer maneira consegui ficar um pouco morena.


(Sou a de azul)



Voltei menos cansada.
Não estou com nenhuma depressão (o que podia ter acontecido com tudo a ruir na minha vida). Acho que é o reiki, a meditação e as afirmações positivas que me fazem levantar da cama e ter fé que tudo isto tem um propósito muito bom para a minha vida. Os amigos também têm sido incansáveis. Tenho bons amigos que me apoiam muito e que estão comigo desde sempre.

Olho para a minha vida e sinto que não tenho controlo de nada. Basicamente vejo a minha vida em duas fases separadas: a antes do cancro e a depois do cancro.

Antes do cancro:
* Pensava em engravidar
* Tinha um marido maravilhoso
* Tinha um bom emprego onde ganhava 1700 euros e onde já trabalhava há 10 anos

Depois do cancro:
* Não sei se alguma vez voltarei a arriscar engravidar novamente
* Não tenho marido
* Por não ter marido, não posso colocar papeis para adopção (e depois são precisos 4 anos de casada)
* Não tenho emprego
* Não tenho rendimento
* Não tenho subsidio de desemprego (porque durante os tratamentos me confundi com as baixas e não as entregava no prazo maximo de 5 dias na Segurança Social... faltam 30 dias para o prazo de garantia. Agora disseram-me para escrever para o "departamento de doenças" a explicar porque é que eu não tinha entregue as baixas a horas. Portanto, ainda não perdi a esperança.)

Mas há algo muito importante que eu tenho: a Saúde. Mês de Agosto é mês de revisão! Mas sinto que está tudo bem. Contudo não me apetecia fazer as analises ao sangue, nem a ecografia vaginal (ainda nem sequer a marquei!). Há dias em que me esqueço de tomar o tamoxifeno (a minha médica bater-me-ia se soubesse disso!), por falar nisso vou tomar já que ontem não tomei!. 

* Dor da anca - desapareceu desde que estive no mar. 
* Dor nos ossos das pernas - só aparecem se fico mais nervosa
* Dedo do pé - desde que a unha caíu que agora me anda a chatear à medida que cresce. Parece que está a querer encravar e já tenho a pele negra à volta da unha nova porque cria um liquido transparente. Amanhã vou à médica do centro de sáude e mostro-lhe.
 * Afrontamentos - Não consigo distinguir entre o que é dos afrontamentos e o que é deste calor LOL

O que vou fazer a seguir?
Não sei. 

Beijinhos para todos.




sexta-feira, 20 de abril de 2012

Está tudo bem


"Está tudo bem", esta passou a ser a minha frase favorita. A alegria que se apodera da nossa alma quando acabamos de fazer um exame e a ouvimos é algo que vibra em todo o nosso ser. Para um doente oncológico, o estar tudo bem é como um pequeno milagre e uma grande vitória. A sensação de que tudo valeu apena e de que nos deram uma 2º hipótese de vida. Porque todos os dias são importantes e cada novo dia é uma celebração.

Durante este mês e o mês passado ouvi algumas vezes "está tudo bem", para minha felicidade. 

Quando termino qualquer exame pergunto sempre o resultado e as médicas que o executam geralmente são simpáticas e dizem-me logo.
O que andei a fazer de exames de rotina?

MAMOGRAFIA E ECOGRAFIA MAMÁRIA
A primeira ecografia mamária e mamografia depois do processo pelo qual um doente oncológico teve de passar é de fazer tremer até a mais forte de nós. A espera para a entrada do exame é angustiante, quanto mais minutos passam mais nervosas ficamos. Mas estava tudo bem.

ECO-VAGINAL (Quistos nos Ovários)
Apareceram-me 2 quistos nos ovários. Um deles tem quase 7 cms, mas aparentemente é limpinho. A médica que me fez o exame falou logo em eu fazer uma ressonância, mas a senologista não se debruçou muito sobre isto e vamos continuar a fazer a eco-vaginal de rotina de 3 em 3 meses. Estes quistos são uma consequência directa dos comprimidos Tamoxifeno.
Fiquei contente por não fazer a ressonância. Uma pessoa farta-se de exames médicos e no meu intimo sinto que tudo vai ficar bem.

CINTIGRAFIA (OSSOS)
Voltei a fazer um cintigrafia aos ossos. Os ossos doíam-me muito na parte do fémur, especialmente o esquerdo. Era uma dor interior, como quando fazemos quimio. Felizmente a cintigrafia estava exactamente igual à anterior feita há 2 anos atrás. As dores de ossos acontecem, provavelmente, devido ao herceptin que terminei em Novembro. O corpo deve ter entrado numa espécie de ressaca por ter criado um certo hábito à droga que levei de 3 em 3 semanas durante um ano. Ou isso, ou são dores nervosas, porque se me sentia mais tensa aumentavam a intensidade. Está tudo bem, relaxei, e ultimamente não as tenho tido.

ECO ABDOMINAL (FÍGADO)
Aqui é que a médica levantou a sobrancelha quando olhou para os resultados das análises ao sangue que fiz em Janeiro. Não gostou dos valores alterados do fígado, aliados às minhas dores de ossos e por isso pedi-me para fazer uma eco-abdominal. Estava tudo bem.


"- Claudia, desculpe tê-la mandado fazer mais exames. Mas com a Claudia é tolerância zero - diz-me a Senologista.
- Não faz mal doutora. Assim ficamos as duas mais descansadas - porque é de facto um alivio ter a confirmação num relatório de exame."

Depois passou-me os marcadores tumorais para fazer antes da consulta de Agosto. E até lá é tudo, só tenho de limpar o catéter (que fiz hoje).

Outras coisas...






UNHAS
Perguntei se havia alguma solução para as minhas unhas fraquinhas (quebram-se parecem manteiga)... ela disse-me para esquecer as unhas. Tem uma colega que é médica e que teve cancro da mama às 6 anos atrás e que as unhas continuam uma desgraça.




MAMA
Quando a médica me faz a apalpação a mama operada ainda doí (passou mais de um ano desde a operação) ao que ela me respondeu: "E vai doer durante 20 anos... é sinal que tem mama."

CABELO
Desde que o herceptin terminou que o cabelo começou a crescer mais. Como o meu nasceu muito seco (aliás ele já era seco antes de ter caído), a médica aconselhou-me a comprar Queratina creme, que é o que ela põe no seu cabelo. Ainda não comprei, quando experimentar digo-vos qualquer coisa.

AFRONTAMENTOS
Os afrontamentos são como calores dos trópicos (como esta semana me dizia uma amiga minha). E que calores! 
Há momentos que parecem que vêm como ondas constantes do oceano, noutros dias existem tão poucos que quase acreditamos que vão desaparecer de vez. Parecem-me, a mim, que são cíclicos. Dentro da minha mala tenho um leque preto e não tenho qualquer problema em me abanar em qualquer sitio que me encontre.
O pior dos afrontamentos são as noites. Levanto-me, bebo àgua, e espero que passe até poder voltar a dormir. Ás vezes acordo mais cansada do que quando me deitei. Uma noite sem acordar, é uma noite abençoada e dou cada vez mais valor a essas noites.

(Um ano antes do cancro e um ano depois do cancro... e curiosamente o mesmo kispo serviu-me... claro que eu agora nao uso tanta roupa grossa por baixo do casaco por causa dos afrontamentos)


 DIETA E EXERCÍCIO


Sabendo que tudo estava bem no meu corpo, estou determinada em emagrecer, mesmo tendo de tomar os comprimidos tamoxifeno e mesmo sem período (veio uma vez em Novembro e nunca mais voltou) Tem de se tentar, não é?


Assim, comecei com uma dieta, que basicamente é contar calorias. Encontrei-a, através de uma amiga, neste site:


Além das calorias, também se coloca o exercício que vamos fazendo e no final do dia, dá-nos uma estimativa do peso com que estaremos daqui a 5 semanas. Tenho realmente me esforçado e já está a dar frutos, já perdi 1 kilo esta semana, fazendo também cerca de 30 minutos de bicicleta. Sei que depois do tamoxifeno será mais fácil emagrecer, sei de pessoas que depois de terem terminado os comprimidos voltaram ao peso inicial.
Não sinto quaisquer diferenças de apetite com os comprimidos (tenho amigas que sim, incluindo desejos de coisas doces).




MUDAR DE VIDA




Acredito que não são apenas os tratamentos que curam o nosso corpo. Como a Senologista me disse aquando a minha primeira consulta: "A cabeça é 50% da cura". Por isso decidi mudar a minha vida, o meu modo de pensar, sempre com o apoio incondicional do meu marido (que é o meu grande pilar).


Saí do emprego estável que estava há 10 anos, recusando-me a voltar a fazer as 4 horas diárias de transportes públicos. Esse foi um stress que terminei. Os meus amigos preocupam-se mais com o facto de eu não ter emprego do que eu própria, pois sinto que tudo vai correr bem, como se eu tivesse de passar por tudo isto com algum propósito (que talvez mais tarde compreenda qual é.).

Quero ganhar dinheiro a fazer algo que goste. E acredito que o vou conseguir.

Começo o meu dia com gratidão. Gratidão por estar viva, por estar saudável, por um novo dia maravilhoso que tenho à minha frente, por estar no caminho certo, pelas pessoas que existem à minha volta, por tudo o que me lembrar. Depois do pequeno almoço faço uma hora de meditação que pode ser reiki, afirmações, mantras, meditações especificas, ou até ler sobre determinados assuntos que envolvam o sentimento de paz de espírito.


Antes de adormecer penso em todas as coisas do dia, e volto a agradecer por tudo o que me lembrar.

No mês passado fiz o 3º nivel de reiki. No próximo ano ficarei mestre. Nunca teria chegado até aqui se o cancro não tivesse aparecido. Continuo a receber reiki de 3 em 3 semanas, para mim é método para o resto da minha vida (relembro que em 15 dias - da 1º data da eco mamária e mamografia, até à 1º ressonância - o tumor diminuir imenso só com o reiki.).

Tenho lido e feito os exercícios da Louise Hay e aconselho o livro dela "Pode curar a sua vida". Tenho uma edição de bolso da Berthand. Todos os dias faço as suas afirmações. E tenciono ler todos os livros delas e ouvir as suas meditações. Quero sobretudo aprender cada vez mais.


A Louise Hay acredita que 90% das doenças têm uma origem emocional. Neste pequeno livrinho, para cada órgão e doença ela indica uma causa/origem provável e a afirmação que devemos efectuar para obter a cura. Relativamente ao cancro ela diz que surge muitas vezes por ressentimento e, de facto, eu estava ressentida. Já decorei a frase dela para o cancro e repito-a todos os dias:


"Com amor perdoo e liberto todo o passado. Escolho encher o meu mundo com alegria. Eu amo-me e aprovo-me a mim mesma".

E de facto sinto-me feliz. As pessoas à minha volta também o sentem. E o meu desejo é também o de transmitir esta minha alegria aos que me rodeiam.

Talvez esteja agora a fazer as pazes com o meu corpo, como me tinham dito.

Beijinhos a todos os que acompanham o meu blog que espero que transmita muita fé a todos os que o lêem.